sábado, 15 de dezembro de 2018

DUST

Fundada no final dos anos 60, o Dust é uma das pioneiras do Heavy Metal nos Estados Unidos. Hoje, é uma banda "cult", mas conhecida apenas por alguns.


Antes, vou contar uma história muito engraçada que ocorreu enquanto eu tinha esses dois vinis que não posso deixar de registrar.

Por volta de 1984, eu tinha 24 anos, morava no Bixiga na Av. Nove de Julho, Ed. Arpoador, com um amigo, perto da Rua Treze de maio, um antigo vizinho de onde eu morei, na Rua Albuquerque Lins, Barra Funda, SP, sabendo que eu curtia rock, me ofereceu os dois bolachões, ele não tinha conhecimento do valor das raridades, eu prontamente aceitei, coloquei as duas belezuras na minha pilha de bolachas.

Eu tinha um costume de colocar dentro dos vinis, pôsteres, imagens e fotos relativos às bandas, mas como Dust era uma banda desconhecida na época, coloquei um pôster de um filme (Os quatro cavaleiros do Apocalipse) que eu tinha catado na rua porque achei bonito, cortei com a Gillette somente a parte que tinha os cavaleiros e coloquei dentro do Hard Attack que ara aberto no meio com fotos.


Uma semana depois, esse mesmo vizinho, veio juntamente com um brutamontes para garantir a parada, chegou em casa e disse que havia se enganado e queria os Long Plays de volta. Eu, era mirradinho, olhei prá cima, para o brutamontes e, carinhosamente disse: Claro, sem problemas, pode levar.

O mais legal de tudo aconteceu uma semana depois, eu costumava comprar as bolachas em várias lojas no centro de SAMPA, e não vou revelar o nome da loja pois o "PRÓPRIOÓTÁRIO" já me ameaçou de morte, vou poupá-lo desse ridículo.

Cheguei na loja e avistei os dois vinis expostos como joias raríssimas e, não bastasse estar cobrando o olho da cara, justificava o preço com um papelzinho escrito a mão:
"ACOMPANHA POSTER".


Fiquei muito curioso para conhecer o tal "pôster" e qual não foi minha indignação em reconhecer o pôster que eu havia colhido em uma rua qualquer sendo colocado como a cereja do bolo, perguntei como ele havia adquirido os vinis, respondeu que um rapaz veio a ele e vendeu, certamente este rapaz havia descoberto o valor das raridades e decidiu recupera-los de mim para fazer um bom dinheiro.



Quando mencionei a história ao PRÓPRIOÓTÁRIO da loja, o cara mudou a fisionomia, ficou nervoso e percebendo o mico que poderia pagar se descobrissem seu golpe sujo triplicando o valor de um produto com uma farsa, começou a insultar-me de uma forma violenta, quase chegando às vias de fato, vociferando e expulsando-me de sua loja.

Nunca falei para ninguém esse fato, pois não valeria a pena, denegrir a imagem do PRÓPRIOÓTÁRIO, não traria os bolachões de volta, ninguém iria acreditar mesmo, mas vou dar uma pista de onde se localizava essa loja, muito poucos entenderão e somente poucos paulistanos decifrarão.



E parabéns a quem adquiriu o vinil com o "POSTER", nem a banda conhecia.



DUST (1971)





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A banda Dust foi formada em 1969, com Richie Wise (guitarra, vocal), Kenny Aaronson (baixo, guitarra) e o já mencionado Bell (bateria). O formato power trio era popular na época, e os três membros do Dust eram músicos muito bons. Ao ouvir essas gravações, é fácil esquecer que havia apenas três pessoas no grupo. Além do baixo, Aaronson é creditado nas guitarras. Esses elementos adicionais fornecem um som muito rico em muitas das faixas.

A banda durou apenas três anos e deixou dois álbuns, o album de estréia foi "Dust" em 1971 e um ano depois, lançou "Hard Attack". Os dois LPs foram lançados juntos como um CD de 17 faixas da Sony Legacy.

HARD ATTACK (1972)

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O vocalista / guitarrista Richie Wise e o compositor / produtor Kenny Kerner produziram os dois primeiros álbuns do Kiss ("Kiss" e "Hotter Than Hell", ambos lançados em 1974), o baixista Kenny Aaronson, colaborou com Edgar Winter, Joan Jett e Billy Idol, no entanto, perdeu o baterista Marc Bell, que em 1978 se juntou aos Ramones, adotando o nome de Marky Ramone.


Assista




sábado, 10 de março de 2018

2018 - JUDAS PRIEST - FIREPOWER




"Firepower" conta com 14 músicas e sucede "Redeemer Of Souls", de 2014. As gravações ocorreram entre março e junho de 2017 e a produção foi assumida por Tom Allom e Andy Sneap - este último substituirá o guitarrista Glenn Tipton, com Mal de Parkinson, na turnê de divulgação do álbum.






All tracks written by Glenn Tipton, Rob Halford & Richie Faulkner.


No. Title Length

1. "Firepower" 3:27
2. "Lightning Strike" 3:29
3. "Evil Never Dies" 4:23
4. "Never the Heroes" 4:23
5. "Necromancer" 3:33
6. "Children of the Sun" 4:00
7. "Guardians" (Instrumental) 1:06
8. "Rising from Ruins" 5:23
9. "Flame Thrower" 4:34
10. "Spectre" 4:25
11. "Traitors Gate" 5:43
12. "No Surrender" 2:54
13. "Lone Wolf" 5:09
14. "Sea of Red" 5:51


Total length: 58:20




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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

James LaBrie - Prime Cuts - 2008

James LaBrie (Kevin James LaBrie) nascido em 5 de maio de 1963 em Penetanguishene - Canada



Atual vocalista do Dream Theater, começou a cantar e tocar bateria com cinco anos. Durante a adolescência LaBrie foi membro de diversas bandas como cantor, ou como baterista. Em 1981, com a idade de 18 anos, ele se mudou para Toronto para seguir sua carreira musical. Aos 21 anos teve aulas com a professora Rosemarie Patricia Burns. Nessa época ele participou de algumas bandas sem muita expressão, com exceção da banda de Hard Rock Winter Rose que quase assinou um contrato com a Atlantic Records. James é casado com Karen, e tem dois filhos Chloe e Chance Abraham. Ele é o único membro da banda que não mora nos EUA, morando em Toronto, no Canadá.

Tracklist:
01 - Afterlife (extended version)
02 - Red Barchetta
03 - Shores Of Avalon (Radio Mix)
04 - Verterates
05 - A Time And A Place
06 - This Time This Way
07 - His Voice
08 - As A Man Thinks
09 - A Simple Man
10 - No Returning


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

AEROSMITH - Live in Rock In Rio 2017

Aerosmith dá aula de Rock And Roll no Rock In Rio



47 anos de banda: esse é o tempo que os norte-americanos do Aerosmith têm de carreira já que foram formados em 1970 e desde lá tem chutado bundas com sua mistura certeira de blues, rock, e uma pitada de pop.

São 15 discos de estúdio, shows pelo mundo inteiro, público cativo e o que ficou bem claro no show do grupo no Rock In Rio: energia infinita.
Steven Tyler, vocalista da banda, mostrou que mesmo aos 69 anos de idade tem a voz praticamente intacta e não sofre com as corridas frequentes por todos os lados do palco.


O guitarrista Joe Perry, aos 67, mandou bem nos seus riffs clássicos e improvisações e como sempre foi parte fundamental das jams do grupo, que alterna muito bem seu setlist.


Com uma quantidade de hits que poderia muito bem arredondar um show inteiro, o Aerosmith prefere alternar os sucessos como “Crazy”, “Cryin'”, “Dream On” e “Walk This Way” com jams inspiradíssimas do blues/rock e covers de nomes como Fleetwood Mac e The Beatles, com uma versão acelerada de “Come Together”.

Dessa forma, a banda reflete bem no show aquilo que sempre foi em estúdio: tem muito fã do grupo que é seguidor ferrenho da fase mais “conceitual” dos caras que se inspiraram em ícones do blues e tem outra parcela enorme que prefere os refrães grudentos entoados em discos como Nine Lives e


Get A Grip. O mega hit “I Don’t Wanna Miss A Thing” foi entoado pelas 100 mil pessoas do local em um momento que já entrou para a história.











sexta-feira, 25 de agosto de 2017

NO MORE BRAINS [Single]

Banda formada em Caieiras NO MORE BRAINS manda um visceral metal animal prá arregaçar, divulgando seu single de 2012 somente agora, depois de serem descobertos em escavações na Escandinávia, vem à luz para nos abençoar com uma pérola do Rock!


VÍDEO DISPONÍVEL NO YOUTUBE

Ano: 2012
Musica: Born For War
Vocal - Brian Death
Guitar - Andreher
Guitar - Favareto
Bateria, Baixo e Produção - Jack5nigro

I was born to the war
This madness searching for chaos
I was born to the war
To kill everyone and bring my chaos

You, will bleed on the ground
I will destroy this town
You will bleed on the ground
I will destroy this town
I was born for war
I was born for war
I was born for war
This madness searching for chaos

I'll kill everyone
I'll kill everyone
I'll kill everyone
i'll kill everyone
I'll kill everyone
I'll kill everyone
war!!!

The True N.M.B

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Far From Alaska - Discografia



Formado em 2012 na capital potiguar de Natal, o grupo de rock Far From Alaska nasceu da união de ideias e influências dos amigos Emmily Barreto (vocais), Cris Botarelli (Steel Guitar, Sintetizador e vocais), Rafael Brasil (guitarra), Edu Filgueira (baixo) e Lauro Kirsch (bateria). Após serem descobertos pelo Festival Planeta Terra, em 2012, a banda lançou o primeiro disco, modeHuman, dois anos depois. Festejadíssimo pelo público e pela mídia especializada, o álbum entrou para diversas listas de melhores do ano em 2014, incluindo a da revista Rolling Stone Brasil. De lá para cá, excursionaram pelo Brasil e também para o exterior, destacando duas passagens marcantes em 2016: no festival americano SXSW e na edição comemorativa de cinquenta anos do Midem, em Cannes na França, um dos mais importantes eventos do mercado internacional de música, onde levaram o prêmio "We Are The Future", de artista revelação. Em 2017, o Far From Alaska se prepara para lançar o segundo disco, Unlikely, gravado com a produtora Sylvia Massy, no estado do Oregon (EUA). Com passagem por festivais relevantes, como Lollapalooza Brasil, Maximus Festival, João Rock, recentemente, a banda realizou uma apresentação catártica no conceituado Download Festival, em Paris, na França, no mesmo palco que recebeu o System Of A Down. (Texto: Site Oficial)
 

Discografia
 
Senha dos arquivos: brrock
 

Stereochrome (2012) [EP]
01. Thievery
02. Mama
03. New Heal
04. Monochrome


modeHuman (2014)
01. Thievery
02. Deadmen
03. Dino vs. Dino
04. Politiks
05. Another Round
06. About Knives
07. Rolling Dice
08. Mama
09. Greyhound
10. Communication
11. The New Heal
12. Tiny Eyes
13. modeHuman, Pt. 1
14. Rainbows


Unlikely (2017)
01. Cobra
02. Bear
03. Flamingo
04. Pig
05. Elephant
06. Monkey
07. Pelican
08. Pizza
09. Armadillo
10. Rhino
11. Slug
12. Coruja
  
Senha dos arquivos: brrock

Créditos: Armazém do Rock Nacional

terça-feira, 13 de junho de 2017

BLACKFIELD V - 2017

A volta da parceria entre Aviv Geffen e Steven Wilson rende um dos melhores álbuns da dupla

Por Lucas Scaliza
V dá continuidade à sonoridade e à história do Blackfield exatamente do ponto em que IV terminou. A diferença é que desta vez Steven Wilson realmente participou do processo de composição e gravação do álbum, como a cara-metade inglesa do projeto ao lado do israelense Aviv Geffen que praticamente tocou a banda sozinho com o álbum anterior.
É fácil perceber desde a trinca de abertura do álbum – a instrumental “A Drop In The Ocean”, a moderna “Family Man” e a emocionante “How Was Your Ride?” – que a volta de Steven Wilson não condicionou o Blackfield a voltar ao estilo anterior do grupo, tão amado pelos fãs, nos dois primeiros álbuns. Pelo contrário: Wilson parece contribuir ainda mais para consolidar a nova direção sonora que Geffen iniciou em IV.
blackfield_2017
A produção é bastante contemporânea e não tenta voltar aos anos 70 e 80 como tantos banda e artistas têm feito atualmente. Os teclados (divididos por Eran Mitelman, SW e AG) e orquestrações (gravadas pela London Session Orchestra) continuam sendo tão importantes quanto as guitarras encorpadas e a bateria pungente (Tomer Z). A dupla, muito ciente do papel que desempenha tanto para o inglês quanto para o israelense, também mantém suas músicas dentro do rock/pop acessível, com canções relativamente curtas, mas sempre pendendo para o lado da melancolia. E apesar dos acordes simples que dão forma e fluência às 13 faixas, os arranjos são bem planejados. Nada de excentricidades no Blackfield, mas bom gosto é um imperativo do começo ao fim do novo álbum.
Como sempre, SW e AG dividem os vocais, mas caso você esteja chegando agora ao Blackfield, pode ser que nem repare na diferença das vozes, já que ambos usam alturas e regiões vocais muito parecidas. Mas o disco deixa que ambos tenham faixas específicas para se destacarem. Geffen brilha ao cantar “Sorrys”, uma balada levada pelo dedilhado do violão. Wilson surpreende em “October”, interpretando um pop de piano e orquestração com belas mudanças harmônicas que não lembra nada que ele já tenha feito anteriormente em alguma de suas bandas, mas nos lembra que SW é um fã de parte da produção do ABBA. “We’ll Never Be Apart”, com Geffen nos vocais, é uma das mais contagiantes, enquanto “From 43 to 48”, com Wilson no comando do microfone, é uma das mais lindas canções que o Blackfield já fez.
O rock de “Lately” é a única faixa realmente animada do álbum e sentimos toda a pegada da banda Blackfield, com direito a acordes com distorção e baixo martelando nos ouvidos. “The Jackal” também tem a pegada orgânica e roqueira, mas espertamente encaixou alguns interlúdios entre um verso e outro que traz a faixa para o universo tristonho da banda. Já “Life Is An Ocean” vai ganhando corpo e se aproveitando dos sons produzidos em estúdio para emular o poder das ondas no mar, já que o tema de todas as canções é o oceano e como ele se conecta às histórias contadas ao longo do álbum. “Lonely Soul” nos leva para o final da década de 1990 e anos 2000, quando vozes sampleadas eram uma tendência. “Undercover Heart” é outra faixa que mostra a mão da dupla para um pop de respeito, com versos sóbrios e refrão supermelódico.
Para caber na agenda de SW e AG, V foi gravado ao longo de um ano e meio em sete estúdios diferentes (três em Tel-Aviv e quatro na Inglaterra) tendo a produção de Alan Parsons (músico e produtor que já trabalhou com SW em The Raven That Refused To Sing [2013]) nas faixas “Family Man”, “How Was Your Ride?” e “Sorrys”, que se tornaram os singles do álbum.
Blackfield V não tem a mesma vibe ou o mesmo frescor que I e II, mas trata-se de uma colaboração real entre os dois músicos fundadores do projeto que mostra evolução na produção e nas habilidades composicionais. Ao mesmo tempo em que fazem pop/rock que pretende ser radiofônico – o que nem sempre conseguem –, acabam se arriscando com experiências musicais diferentes que acabam caindo muito bem ao disco. Por isso, V pode ser colocado ao lado dos dois primeiros discos do Blackfield como um ótimo álbum cheio de canções que valem a pena e, de longe, o mais ciente do poder das melodias.
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